sábado, 13 de novembro de 2010

Corriqueiro

Acordei em meio à noite fria com a sensação de que havia chorado, me estremeci na cama, levantando violentamente. Fui arrancada de um belo pesadelo. O despertador do meu celular enfim serviu para alguma coisa realmente digna de reconhecimento. Me ajeitei em meio as cobertas, e olhei em volta, me acostumando com a pouca claridade que invadia o meu quarto sorrateiramente. Coloquei os pés no chão sem muito cuidado, tropecei em alguma coisa e resmunguei baixinho. Esfreguei as pálpebras com os punhos serrados, tentando afastar o sono que me puxava de volta para a cama tão estranhamente desarrumada e convidativa, resisti. Encarei o visor do celular, 04h:56. “Ainda tenho mais quatro minutos de sono, isso é alguma coisa não é?” – pensei. Corri para o meu ninho e me escondi entre os lençóis, suspirei enquanto afundava minha cabeça no travesseiro. Tentando ludibriar a mim mesma. O celular voltou a soar. – Droga! Quatro minutos nunca passaram tão rápido como naquele instante. Com relutância segui para o banheiro, mas antes lancei um olhar cortante para o visor iluminado que piscava freneticamente: Wake Up!
Minha idéia de reconhecimento diluiu-se mais rápido que os quatro minutos.

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