quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Café

Na língua adormece um gosto amargo. E ela não sabe se foi do café forte ou do beijo forçado, ambos deixados por ele. Apenas deita-se na cama e encara o lado vazio, as xícaras vazias. Sente a língua pesada, sente o gosto em sua essência crescente. O café nunca foi tão amargo quando a cama era cheia, as xícaras nunca foram vazias quando dois pares de mãos as envolviam. Mas agora, quando o amargo na língua aflora, ela sabe que outra cama está sendo ocupada, e que o aroma de um agradável café invade outras narinas. Ele anda enchendo xícaras por aí. E ela, bem... Ela ainda gosta de café.

4 comentários:

Alquimista de Sonhos disse...

Nossa, gostei da comparação rs
e daqui também.

p, beck. disse...

- nossa, incrível. você tem realmente o dom, parabéns. ;@@@

Maiara :) disse...

Obrigada gente, fico feliz que tenham gostado ;*

carol ozzy disse...

bela descrição, de cores e sabores.