sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Senhora Solidão

Ecoa pela sala vazia o barulho dos passos ocos;
Hora abafam-se os passos,
Hora abafa-se a dor.
Onde está o silêncio quando os pensamentos gritam?

Ecoa pelo peito vazio o barulho do músculo gasto,
Surrado e maltrapilho
É assim que agora é conhecido;
É assim que agora é chamado.

Olhos enegrecidos pregados nas cadeiras vazias
Sente a falta de não sentir falta.
O âmago lhe avisa que a falta jamais lhe faltará;
Jamais lhe deixará esquecer de lembrá-la

Estaria sozinho se a solidão não o acompanhasse
Solidão que se vestiu para festa
Dançou no silêncio ensurdecedor
Acariciou o rosto cansado da dor
E doeu para não se deixar esquecer.
Ela sempre foi, e sempre será a sua senhora


- Pauta para o Bloínquês - 21ª Edição Poemas

3 comentários:

• cynthia bs disse...

Muito bom!
Virei mais vezes aqui (:

Bell Souza disse...

qUEM DIRIA QUE VOCÊ PARTICIPARIA DA MINHA EDIÇÃO ALGUM DIA, DA EDIÇÃO QUE EU AJUDEI A SER O QUE É HOJE E EDIÇÃO NA QUAL EU SOU MODERADORA. ^^

Maiara :) disse...

É verdade, a internet às vezes é minúscula, haha.
Fiquei feliz de ter participado dessa edição, gostei do tema proposto, e fiquei ainda mais feliz agora com o resultado. Primeira vez que participo e consegui o 1º lugar. Agradeço de verdade. ^^