sexta-feira, 4 de março de 2011

Doce Infância

E no fundo da gaveta estava um botão dourado
Daquela velha camisa suja de melado
Manchas deixadas em um dia de sorriso estampado
Que embaixo da mesa se escondia calado

Ah, menino arteiro de riso fácil
Corria com o vento sem contar os passos
No céu mantinha os olhos deslumbrados
Pela pipa colorida que havia ganhado

Menino, tu ainda sorri como naquele dia,
Em que você com olhos brilhantes, corria.
E fique sabendo que não precisa desse melado,
É só olhar para dentro e lembrar do passado
Seus momentos de infância permanecem guardados
Mas acredite, eles caminham ao seu lado

Ah, você não sabe?
Nunca deixará de ser aquele menino, na verdade.
Sei também que você não quer essa maldade.
Já que todos os dias o fundo da gaveta invade.


* 28ª Edição Poema - BLQ

8 comentários:

Jaynne Santos disse...

Vamos seguir a ordem dos fatos.
O texto anterior me cativou, é ultimamente só as palavras me cativam, me abraçam e me consolam. As suas como sempre sao minhas fiés companheiras quando o assunto é cativar e apaixonar. Que declaração hein? Aposto que Marcelo deve ter ficado super feliz, e não é pra menos.
Agora, em relação a esse seu poema tão açucarado que escorregou gostoso para meus olhos, fez-me com que eu me sentisse numa valsa, em perfeita sintonia com cada verso, cada estrófe.

Grande beijo Mai;

Gabriele Santos disse...

como sempre, lindo;
são momentos simples como este descrito no texto, ocorridos em nossa infância que jamais desaparecem de nossas lembranças. Permanecem lindos como se fosse ontem.
Parabéns menina.

• cynthia bs disse...

Bom, a saudade deste poema é muito silenciosa, mas não reprimida. As palavras, como algo já muito natural em seus textos, são muito brilhantes. Trás um sentido puro e sincero, principalmente ao relatar que nunca deixamos de ser crianças, e isto seria uma maldade... afinal todos os dias a lembrança constante da infância vem transbordar nosso presente.

Belo poema :D

Beijos ;*

Arianne Carla disse...

Admito: Atualizar seus contos, estórias, poesias, poemas. Tudo daqui, não é fácil. Sabe por quê? Por que em todos temos que sentir o mais, o quê! Precisamos parar e refletir por um tempinho. Um bucadinho de tempo, por que aqui o sentimento se solta como nunca antes. Saio daqui com perspectivas diferentes e visões também. Por que tudo aqui é rico e precisamos explorar até o último resquício. Aqui eu vivo as entrelinhas, aqui eu tento viver e me entender.

Naa disse...

E cada palavra foi fluindo como uma doce lembrança, daquelas que nos pegam de surpresa quando nos deparamos com uma fotografia, um som...
Lindo texto!
Passei para avisar que tem um selinho pra você lá no meu blog!
Um beijo grande!

Tainã Almeida disse...

Os adultos vivem dizendo que a adolescência é um dos periodos mais marcantes da vida. Mais o que o adolescente pensa disso?

Visita o meu blog?

http://blogdeumagarotaadolescente.blogspot.com/

Se gostar do meu Blog, segue lá, ficarei muiito feliz.
Desde já obrigada, atenciosamente Tainã Almeida.
Beijos e uma ótima semana.

C. disse...

Está sendo difícil ler a tua prosa poética e não se emocionar hoje. Se somos o que somos, é porque somos produtos da infância que tivemos, com momentos bons e ruins, e que nos alicerçaram ;)

* Gostei de saber que soltou umas boas gargalhadas espontâneas me lendo hehe

. Nadine disse...

Cara, que lindo! *o*
Fiquei sem palavras para o seu poema!