domingo, 15 de maio de 2011

Saudade chuvosa


Lá fora a chuva dança indecisa.
Sopros de vento;
Frio aqui dentro...
Me lembro
Do que nunca se esquece;
Aquece
O meu coração que na tua ausência padece.

Brisa gentil, seu nome sussurra.
O café no fogo borbulha.
Um cheiro forte,
Um momento guardado
Saudade; verdade
De estar ao seu lado.

A chuva sorri,
Tira-me pra dançar
E no volver de suspiros
A espera tem de findar.

O café fica pronto, e borra o meu livro
Não ligo, não ligo.
Mas liga pra mim?
Já disse que a saudade fez morada aqui?

São seus braços; abraço;
Guardados num laço.
Envolve-me na dança de gostar assim.

Vontade
Invade; sacode; amansa.
Porque vi na porta aberta
O seu sorriso aberto,
De certo, alerto
Euforia abate
Sincronizada no coração,
Que ritmicamente bate.


* 39ª Edição Poemas - BLQ

11 comentários:

Erika Santos ♥ disse...

que lindoooo Maiara..
tudo que precisava ler hoje.. me encantei..
perfect


bjos minha linda

A.S. disse...

Maiara,

É belo o teu poema. Um bailado de gotas de chuva!


Beijos!
AL

Pedro Menuchelli disse...

Poema? Mas que maravilha ver um por aqui Má!

Sempre foi um dos gêneros que mais gostei, pena que não tenho a mesma criatividade e liberdade para me expressar dessa maneira. Em todo caso, digo-lhe que me deixou mega contente por ver um poema tão lindo aqui. A chuva traz a saudade, mas logo após ela, vem o Sol pra nos mostrar o quão boa é a vida..

Uma ótima semana Má, um grande beijo!

Minne disse...

Maiara, já falei que adoro teus poemas ? São simples e tem rima, na maioria das vezes, coisas pelas quais sou apaixonada. Ainda envolveste chuva, livro e amor no meio. Coisa mais linda viu ? O li como se estivessem cantando na beira dos meus ouvidos, uma voz cansada e caseira. Aliás, faz tempo que não passo por aqui não ? O tempo tem se encurtado para mim, mas vejo que tudo aqui continua gracioso como sempre foi, e quando abro tua página me deparo com um poema lindo desses. Eu amei.

Déborah Arruda. disse...

Lindo!
Encaixe das palavras conforme a chuva vai dançando ...
Muito bonito, Maiara.

Mero Esmero disse...

A chuva traz essa sensação de saudade ao peito. E nós a observarmos a vidraça molhada, domo-nos conta de que lá fora houve um belo espetáculo aquoso que nos deixou vestígios de que a vida continua.
Fraterno Abraço

Sirlara Wandenkolk disse...

A chuva vai caindo, bem depressa, devagar (?). O café dá o movimento necessário de encanto. Adorei, embora não consigo fazer um bom comentário.
Bom blog: segui \o
(SE quiser retibuir: http://e-raumavez.blogspot.com)

Beijo ^^

Yohana SanFer disse...

Lindo poema Maiara! =)

Vivian disse...

Amei seu blog! O poema ficou lindo demais, o jeito que você escreve me inspira *-* rs, tem um selinho para você no meu blog! Beijos!

Elania disse...

Muito muito ausente do seu blog lindo.
Precisando me atualizar nele, pouco a pouco lerei os que eu deixei pra trás, principalmente " Noturna", que quero ler faz tempo,rs.
Pois bem,poema, às vezes poema me confunde, por conter palavras que mais rimam do que se encaixam, mas o seu se encaixa nas palavras e eu amei isso.
"Frio aqui dentro...
Me lembro
Do que nunca se esquece"
*-*

Bell Souza disse...

Vamos lá:
É um poema para não deixar motivos para criticas.
Bem feito, boas palavras e um ritmo agradável.
Eu só aponto para os pontos vírgulas.
Eles são um recurso formidável, mas é preciso ter cuidado.
É isso, Mai. Sem dúvidas, um bom poema. Se quiser que eu fale mais sobre ele é só me procurar, no mais, tecnicamente falando, não há muito o que comentar.
Moderação Bloínquês.