quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pra falar dos jeitos



Tenho em mim a vontade de carregar um pouco da profundeza de tudo que absorvo como posso, e observo como condiz. Sempre quis saber mais além do além, e depois das reticências o que é que vem?
É o jeito que me coube, e ainda cabe muito bem. Jeito de querer conhecer histórias e inventar outras tantas; jeito de menina-mulher e mulher-menina. Jeito meu de ser.

E hoje, assim sem pra quê ou por que, passei a pensar no quanto o tempo passou e no quanto ainda continuo aqui, metade inteira do que fui, inteira metade mudada, mas com aquele sorriso de sempre.
Nessas horas mergulho em meio a minha nostalgia, a aquele vento fresco me invade pra me lembrar do quão simples as coisas podem ser, e do quão complicados somos nós.
                          
...

Então, desse jeito desengonçado de querer explicar um texto desconectado com 'então', me lembro de você, porque não há mais jeito de falar do meu jeito sem lembrar o seu.

Hoje enquanto eu lia aquele romance, coberta por uma sombra agradável, poderia jurar que estava calma como a brisa leve que beijou o meu rosto enquanto você não estava por perto, mas no fundo eu estava como aqueles pássaros esbaforidos que passaram hora ou outra por minha cabeça. Estava assim por te esperar, é esse o meu jeito de me inquietar, e meio por estratégia, sentei de costas para a entrada só para me ludibriar, achando eu que assim a leitura me prenderia, sim, até sorri com o jeito sulista da moça difícil que rebatia com astúcia os gracejos do rapaz galanteador, mas foi só por um breve momento, porque na verdade desvinculava-me do livro e voltava os olhos para o lugar por onde você deveria passar a qualquer instante.
A esse ponto eu já havia trocado de banco duas vezes, me perguntando se alguém havia notado e achado estranho a moça indecisa. Devo admitir, te esperar é uma tortura. Mas quando você chega com aquela expressão só sua, pronto, esqueço tudo. Eu estava fazendo o que antes disso mesmo? Não lembro.
Mas lembro que comecei falando dos jeitos, e esse teu jeito se deu tão bem com o meu, deixaremos que ambos fiquem juntos para sempre, sim? - Sim! Respondo por você, exclamando verdades, porque você já sabe que a espera me inquieta. Então é sim, assim, sem fim. 


Olá pra você que com paciência navega entre essas linhas, tenho estado ausente, falta de tempo, ocupações, contratempos, vida, rotina, e é isso. Mas irei em vossos blogs assim que me couber. Uma até mais e um muito obrigada pelas palavras que aqui são deixadas com dedicação. :)

9 comentários:

Mero Esmero disse...

Jeito de ser único e intransferível entre tantos iguais... assim vejo-te menina-mulher, mulher-menina a semear talento e sensibilidade no, às vezes, áspero coração dos andantes os quais trafegam levemente pelas linhas e entrelinhas aqui escritas. Parabéns pelo talento!
Beeijo terno, fraterno abraço!

Bell Souza disse...

Na minha limitada resposta e na minha vastidão de sentir, sorrir, pertencer como protagonista infiel das palavras distantes do meu domínio esforço-me para tentar retribuir as palavras que me dedicas sempre que pode. E nesse jeito meu de compor palavra-resposta eu perco o rumo de ti em ti para encontrá-la novamente nele, Marcelo, que tem sido motivo dessa palavras apaixonadas que só outra mulher-menina (e vice-versa) igualmente apaixonada consegue decifrar em todo seu esplendor. E como vejo aqui eu não sou a única que escreve com a tinta da alma, que fala de si com domínio e simplicidade. O jeito é continuar assim: essa mistura de dois em um. Um beijo, Mai.

Luna Sanchez disse...

Oi, Maiara!

Gostei do texto todo mas "metade inteira do que fui" me doeu aqui porque passei recentemente por uma fase assim, só agora começo a me recompor.

Um beijo.

Jaynne Santos disse...

Mai, os jeitos sempre fascinam quando inquietos num ser com o seu jeito que ama o jeito de um alguém jeitoso pra você!
Trava-línguas que remete o sentimento mais lindo: O Amor! esse faz mágicas incríveis em nosso interior... Deixa-nos bobos, porque bobos somos sensíveis, poetas e só vemos coisas boas a nossa volta... É por isso que é amor.

Grande beijo e continue assim: Amando!

Taynná disse...

Deus, como eu gosto de ler você!
Pretensão minha mas parece que são minhas palavras sabe, parece que é minha essa inquietação e essa vontade de tomar a vida nas mãos e ir empurrando quando ela para. Me identifico tanto com você! Tanto que tenho medo de escrever depois de ler você e em algum lugar me pegar quase plagiando o que você diz.
Sinto uma tremenda admiração por você e por esse seu jeito menina-boneca-mulher de ser e escrever. Mesmo!

Some não que fica um buraco. Mesmo quando o tempo não me permite comentar, sempre recorro às entrelinhas para me levar.

Beijo!

rafaela ivo, disse...

Santo Deus, quanto talento. Toda vez que venho aqui é assim, essa explosão de palavras bonitas, intercaladas, intrínsecas, conquistando à cada frase, cada oração. É algo que eu só venho provar de vez em quando, como se eu não fosse boa o suficiente para ler sempre as tuas palavras. Muito bom, Maiara, realmente muito bom. Que eu me sinta digna de continuar lendo o que tu escreve, porque é um encanto.

P.s.: o que você faz ficando de costas para a entrada, eu faço deixando o celular longe de mim. Ludibriar-se não é estratégia exclusiva sua, sabe... Rs.

Tahis Vasconcelos disse...

Lindisso texto... =)

Roberta Galdino disse...

oii
que bom ter encontrado teu blog.
é tão legal...

adorei
te sigo ;*

me visita..

http://rgqueen.blogspot.com/

Maria Beatriz de Castro disse...

Own! Saudade de ler seus textos. Pois é, a espera inquieta de alguém que a gente ama é horrível, mas quando ele chega... nossa! Quando ele chega... tudo muda! Tudo é melhor, lindo e maior! Adorei a parte final do seu texto. Então é sim, assim, sem fim. Texto maravilhoso!

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