segunda-feira, 9 de julho de 2012

Daquele brilho de estrela



Para a minha inquietação, percebi que o céu à noite é diferente em cada lugar. Porque busquei estrelas incansavelmente em um céu cujo manto fora encoberto por luzes artificiais, engoli em seco enquanto vislumbrava os arranha-céus rindo de minha quase inocência. Vi as casas e as pessoas passando velozmente, manchas de tudo o que vivi. E as constelações encobertas, longe do alcance de meu campo de visão murmuraram meus segredos insondáveis. Estremeci sentindo a brisa gelada que cortou o meu rosto naquela noite cujas estrelas enegrecidas esconderam-se. Tudo bem, repeti mentalmente, pois quando fica impossível enxergar o brilho das estrelas olhamos para dentro, e se já o vimos algum dia, então o veremos sempre. 

5 comentários:

Ana Paula Ribeiro disse...

Lindo!
O brilho está mesmo dentro de nós!
Beijos. :)

Marcelo R. Rezende disse...

Pra mim, que a gente só enxerga aquilo que não viu.

Arianne Carla disse...

Espero que eu consiga voltar a ver aquele brilho dentro de mim ou dele.

Beijos

Juliana Diniz disse...

Olá Maiara, tudo bem?
Obrigada por sua visita!

Independente do que for se guardamos com muito cuidado, aqui dentro, nunca se esvai.

Beijos, Ju.

Nina disse...

Vejo pouco o brilho das estrelas, menina de cidade grande que sou. No interior, vejo-as de melhor maneira. Gosto do brilho das estrelas, olhai também os lírios do campo.
Gostei daqui. E voltarei. Abraços.