segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Tão flor quanto eu



A última flor do Pessegueiro jazia em meu colo. Com as pontas dos dedos senti as pétalas ainda cálidas. Tão frágil essa minha nova companhia... 

Agora éramos três: o banco, a flor, e eu. Fiquei ali sentada por um tempo que não contei, sentindo o vento fazer folia em meus cabelos. Fechava os olhos para ver memórias.

De repente o Sol começou a cair, cansado da moça sentada no banco à sombra de uma árvore. E o rosto quente esfriou para logo emornecer com as lágrimas ligeiras. Eu era boa em sentir saudades.

Toquei as pétalas da flor outra vez, e deixei que o vento a levasse, e dentro do adeus silencioso pensei: Como somos parecidas. E suspirei, observando a flor flutuar para o desconhecido.

6 comentários:

Déborah Arruda. disse...

Você se vestiu em saudade e singeleza, como antes eu já havia dito.
Lindo de ler!
Beijo ;*

V. disse...

Lindo o texto, lindo e triste. "Fechava os olhos para ver memórias." fazia isso constantemente Mai, mas hoje estou apagando as antigas e dando espaço para as novas! :*

Nina disse...

A liberdade se conquista, masq uerer já é o bastante.
Abraços.

Naty Araújo disse...

Fazia décadas que não aparecia por aqui, Mai, mas vi que estava de novo visual e resolvi curiar.
Você quem fez o banner? Gente, estou aqui babando, rs.

Falando do texto, achei doce e a imagem também. Linda a comparação da menina com a flor, ela se sentindo assim, parecida com ela.
Adorei a sutileza das palavras.

Um beijo

Lê Fernand's disse...

realmente... como são parecidas as mulheres e as flores.


=)

Anônimo disse...

E quantas sombras serão pisadas até que o ar da pronúncia seja pronunciado, mesmo que haja um pleonasmo mal colocado?