sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O sossego de uma prece


Eu não quero o mundo inteiro, quero o inteiro do mundo. Quero o inteiro junto com o interior; a essência dos dias; o movimento que balança o berço sincronizado com o pulso da vida. Não quero menos que isso, a metade da metade foge de meus olhos como folha seca findada, deixa a história, a sequência do tempo, a continuidade escondida na falta de conformismo. Tudo continua, mesmo que protelemos entre um fim e outro. Os olhos fechados enxergam mais. A poeira dos sonhos embaixo da cama, que fique, que continue.

Gostaria de me fazer mais clara, entender-me em linhas aleatórias, fazer-me entendida. É algo como uma aceitação banal de fazer-se caber aqui e ali. É o que procuramos muito. Caber em qualquer lugar que nos aceite como somos. Cara limpa, pele, poros, vergonhas e objeções. Quem quer que aceite nossa escuridão merece a claridade de nossas mais belas estrelas.

Desejo raízes antepassadas, costumes perdidos dentro do tempo, que minha alma descanse um dia no céu ao lado do nascente. Para que tudo continue e não chamem isso de morte, mas de vida, outra vida ou parte da mesma. Que não chamem isso de fim, mas de começo ou recomeço. Há um grande conforto para as dores do mundo estendido na fé, é bonito, é doce, é um apelo que fazemos às nossas desventuras.

Acreditar, no fim das contas, é o começo.

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