domingo, 2 de fevereiro de 2014

Grave gravidade


Eu quero um canto que comporte encantos e suporte prantos. Quero cair em meus abismos enquanto invento artifícios gravitacionais. E quem dirá que não posso? Que não dá? Que meus hábitos são banais? 

Já faz tempo que deixei de acreditar em linhas rasas; em fendas puras que engolem até os menores segredos. Já tive tanto pra contar, mas hoje prefiro me afogar num afago de mesa de chá, e distrair meus medos.  

Um comentário:

Déborah Arruda. disse...

Tem um balanço nesse desejo. Lindo!