domingo, 13 de abril de 2014

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E se eu disser que na leveza de uma prece dentro de noites escuras apago e acendo novamente? Acreditaria nas minhas paráfrases diante ao tempo? E se eu disser que esperança ainda sustento, você riria ou ficaria atento? 

Ah, meu bem, ando me dissolvendo em soluções para ver se me resolvo por inteira. Às vezes é saudade solúvel, às vezes é puro soluço. Me pergunto o quão necessária se faz essa cena, e no final já nem sei se vale o penar ou a pena.

A certeza do talvez ameaça a fé em nós dois, porque o agora nos remete ao depois. E o depois ninguém sabe se vai nos pertencer – se vamos nos pertencer. 
De tudo assumo minhas inquietações – de tudo presumo revoluções. Uma provável mudança exprime dimensões.  

Um rosto no espelho; um sonho; um conselho: tudo e nada sincronizados em desassossego. A  desordem distrai, o futuro atrai, e por hora me inclino sobre conjugações verbais. Escolho o seguir para prosseguir e progredir.  Não me esqueço de você, mas estou me recolhendo, e todas as palavras que inspiram mudarão a direção, porque não há continuidade na insistência solitária; porque doer assim não dá paz. Porque no fundo, no núcleo, sou eu solidão contra o mundo.   

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