A autora


Duas décadas de estrada; histórias engavetadas; sorrisos que nunca parei pra contar. Por mais que eu tente, sei que é impossível me fazer caber em uma folha pálida, comprimida em palavras.  Para mim as palavras são mesmo assim, apenas um atalho para um infinito decodificado ao modo do leitor, as variáveis são tantas que é quase impossível duas pessoas captarem exatamente o mesmo sentido em palavras sentidas. Quando isso acontece, significa dizer que o seu coração encontrou outro peito pra descansar. 

Não há nada de extraordinariamente desconhecido sobre mim. Gosto do que é piegas, de essência, de raiz.  
Pra mim música boa é aquela que sentimos, mas sentimos com tudo, vísceras, coração, e mente. Está aí um verbo que me tem nas mãos – sentir.

Tenho um jeito exagerado de ser, de dizer, de pedir; um jeito todo meu. Gosto de coisas fundas, com significados extensos e verdadeiros. Acredito, acima de tudo acredito. 

Gosto da urgência, a paciência é uma constante tentativa. Sou teimosa, persistente, faço tudo do jeito que me convém, e gosto que as coisas fluam assim. 

No mais, deixo que fique subentendido, por entender, ou ignorar, você é quem diz. 

"A paz de estar em par com Deus".